ARMAS: BANDIDOS X SOCIEDADE

Com que direito um governo, contrariando vontade popular, resolve desarmar a sociedade? Ou melhor, parte da sociedade. Melhor ainda: a parte boa!

Um governo, seja de que coloração for, incapaz de desarmar os bandidos de norte a sul de seu território, incapaz de conter a entrada de armamento contrabandeado através de suas fronteiras, decide unilateralmente desarmar o povo ordeiro e trabalhador, lançando-o às garras da vagabundagem, para quem não há qualquer limite, definitivamente não está pensando no povo.

Esta é a situação que vivemos hoje em nosso país.

Há alguns dias, um certo vigia escolar, em Minas Gerais, colocou fogo em crianças e numa professora. Matou um monte, sem se utilizar de qualquer arma, a não ser o que as mamães usam na cozinha. Álcool e fósforos.

Las Vegas acaba de ser palco de um teatro de horrores com a matança de cerca de 60 pessoas e ferimentos em mais de 200 outras. Neste caso, não faltou quem se levantasse para açoitar o porte e a venda de armas.

No Brasil, por dia, se mata mais do que num isolado episódio ocorrido nos Estados Unidos. Quem reclama? A quem interessa a vagabundagem armada e a população desarmada?

Regimes totalitários como o nazismo, o fascismo e o comunismo quando chegaram ao poder no século 20, não titubearam em desarmar a população.

Uma sociedade desarmada é presa fácil para ditadores de plantão, vagabundos em profusão e assaltantes de todos os tipos, sem contar o fato de que ficar nas mãos de traficantes de entorpecentes armados até os dentes, dando ordens para que se abra e se feche estabelecimentos comerciais, se saia ou não se saia de casa, também não agrada a pessoas que raciocinam e que tem na sua liberdade de ir, de vir e de se defender, institutos da maior importância para as suas vidas.

A questão do desarmamento compulsório deve voltar a ser discutida em toda a sua plenitude no país e em seguida, espera-se um plebiscito que resolva de vez esta questão.

Ou se desarma todo mundo ou todo mundo deve ter o direito que os governos estão dando aos bandidos, seja por omissão ou por incompetência.

Minha posição: ao apresentar um atestado de sanidade mental em conjunto com outro de bons antecedentes, qualquer brasileiro deve poder adquirir sua arma e receber permissão para usá-la.

Se assim não for, o governo que impede a população de se defender e que não consegue defendê-la, não está apto para decretar nenhum tipo de desarmamento.

É isto aí de cima que penso!

Ronaldo Gomlevsky

Ronaldo Gomlevsky
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Ronaldo Gomlevsky é jornalista, advogado e empresário.

3 Comentários

  1. Bravo, Ronaldo. Interesses mais do que escusos impedem a tomada de posição de governos que se locupletam da bandidagem, fazem acordos, importam armas e drogas que transferem para os bandidos (vide caso o aeroporto de o Aécio…). De modo que parece que “por bem” nada vai mudar…O diabo é que quando se chega a uma situação extrema mesmo, o que ocorre é a guilhotina. Maus presságios.

  2. Concordo plenamente com o raciocínio apresentado, com teor que venho defendendo, há muito, em círculos de amigos e de familiares e apenas adicionaria que o porte de arma deveria seguir regulamentação semelhante a de habilitação para motorista: curso preparatório, prova teórica, pratica e de sanidade mental, com emissão de documento semelhante à CNH, com validade por período limitado e igual procedimento para renovação.

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