“Cura gay” é tema de audiência na Alerj

Foto de Rafael Wallace/ALERJ

“Passei pelo processo todo. Fiz terapia em grupo, hipnose, regressão, dramaturgia, psiquiatria, jejum, oração e leitura. Nada resolvido porque não há cura para aquilo que não é doença”. O relato foi feito pelo ex-pastor e professor Sergio Viula, em audiência pública da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, ao Racismo e à Homofobia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pelo deputado Carlos Minc (sem partido), realizada nesta sexta-feira (06/10).

A reunião teve como principal objetivo discutir a decisão judicial da 14ª Vara do Distrito Federal que derrubou uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proibia psicólogos de realizar terapias de reorientação sexual, a chamada “cura gay”.

Segundo o deputado Carlos Minc, a comissão vai fazer uma ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), a Organização de Advogados do Brasil (OAB ) e o Conselho Regional de Psicologia do Estado do Rio de Janeiro para visitar comunidades terapêuticas e clínicas de tratamento psiquiátrico. “Tivemos várias denúncias sobre pessoas que são internadas à força por serem homossexuais. Os pais ficam inconformados com os filhos e acabam levando eles para essas comunidades terapêuticas”, disse o parlamentar.

“Vamos fazer essa ação conjunta e atuar socialmente e politicamente para derrubar essa liminar em Brasília que autoriza a cura gay. Não tem como tratar com o remédio o que não é doença”, completou.

O deputado também informou que vai realizar uma reunião em breve para falar sobre a liberdade e a censura.

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