Projeto Olho no Verde realiza ação no Sul Fluminense

Uma ação da Secretaria do Ambiente e do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), com o apoio do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), no Parque Estadual Cunhambebe, no Sul Fluminense, constatou o desmatamento de uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, no município de Rio Claro. Essa é mais uma etapa do projeto Olho no Verde, que já identificou, desde 2016, mais de 300 casos de desmatamento ilegal.

Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a iniciativa utiliza imagens de satélite de alta resolução obtidas semanalmente, o que permite identificar, com precisão, o corte até mesmo de uma única árvore. No Parque Estadual Cunhambebe, que abrange os municípios de Mangaratiba, Rio Claro, Itaguaí e Angra dos Reis, foram vistoriadas 42 áreas em três dias.

– O Olho no Verde é um projeto pioneiro e que tem dado excelentes resultados. Através dos alertas emitidos por esse projeto, nós conseguimos identificar os desmatamentos ilegais e assim direcionar as equipes de fiscalização – afirmou o gestor do Parque Estadual Cunhambebe, Juliano Gobbi.

O programa tem como objetivo o combate ao desmatamento através da incorporação da tecnologia do imageamento por satélite e de processamento de dados espaciais. As equipes identificam desmatamento com até 300 metros quadrados. As imagens captadas são enviadas para o laboratório de georreferenciamento da UFRJ, onde passam por triagem. Os órgãos monitoram, semanalmente, por via satélite, a cobertura florestal de uma área de sete mil quilômetros quadrados, onde se localizam os principais remanescentes florestais do Rio de Janeiro.

– A expectativa é de que o efeito das ações seja o valor preventivo junto à sociedade. A partir de agora, nossas florestas têm um monitoramento com esse nível de excelência – disse o subsecretário do Ambiente, Rafael Ferreira.

Outra ação do projeto foi realizada em setembro. A operação chamada de Dia Olho no Verde vistoriou simultaneamente 29 áreas nos municípios do Rio de Janeiro, Mendes, Nova Iguaçu, Silva Jardim, Angra dos Reis, Cambuci, Guapimirim, Mangaratiba e Teresópolis. No total, foram identificados 23 pontos com desmatamento ilegal, correspondendo a aproximadamente 4.3 hectares de área suprimida.

No Rio de Janeiro, a região vistoriada foi o Itanhangá. Verificou-se que três grandes áreas, com aproximadamente 2.5 hectares cada, sofreram desmatamentos ilegais e aterro de manguezal. No município de Mendes, a ação constatou supressão ilegal de aproximadamente cinco mil metros quadrados de vegetação, na propriedade Fazenda Ponte Alta.

As áreas escolhidas para o monitoramento são estratégicas para a manutenção dos recursos hídricos e dos remanescentes florestais. O controle permite avaliar o avanço do desmatamento e a aplicação das devidas penalidades jurídicas e legais pelos órgãos gestores.

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