Você sabia que a tenente, única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é judia?

A tenente Eliana María Krawczyk, 35, ingressou na Escola Naval Militar de Ensenada em 2004, a terceira turma permitida a mulheres na marinha argentina. Em 2009 formou-se com a patente de segundo-tenente e em 2012 foi a primeira mulher a ser admitida na Escola de Submarinos ao longo de 71 anos de sua existência. De 2012 a 2016 foi tripulante do submarino ARA Salta e depois transferida para o ARA San Juan (agora desaparecido) onde foi promovida a tenente com a função de chefe de armamento.

O ARA San Juan é um submarino recente, construído na Alemanha em 1983 e incorporado à marinha argentina em 1985. Entre os anos de 2007 e 2014 passou por uma reforma e modernização total, com expectativa de vida útil militar até o ano de 2044. Ainda há esperanças de encontrar alguns dos 44 tripulantes com vida. A região do Atlântico Sul onde o submarino desapareceu é relativamente raza com o fundo o oceano pouco acidentado entre 90 a 150 metros de profundidade apenas. Um submarino como o ARA San Juan pode operar até 300 metros de profundidade e pode estar simplesmente imóvel no fundo do mar.

José Roitberg
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Jornalista, professor sobre o Holocausto formado no Yad Vashem e pesquisador sobre a história dos judeus e do Rio de Janeiro.

9 Comentários

      • Onde? Como eu disse, procurei seriamente (e com sua indicação, ampliei para rabino jefe argentina) e não encontrei. O sobrenome não é especificamente judaico (mas existem judeus com esse sobrenome).
        Por outro lado, Maria não é um nome comum entre judeus.

        Existe a possibilidade de você ter sido vítima de um post falso?

        • Amigo, acredite no que você quiser, não preciso ficar me explicando aqui. Ao contrário do que você acha, Maria é um nome judaico comum, minha própria esposa cham-se Ana Maria. Espero que vc cobre do G1, UOL, Terra BBC, AFP com a mesma vontade de que as coisas de que você não gosta, não sei por que, sejam falas. Shabat Shalom.

          • Até onde sei, o Menorah é um site jornalístico. Em princípio, deveria ter um cuidado básico com a veracidade das informações, e ser capaz de se corrigir em caso de erro. Neste caso particular, por curiosidade, procurei averiguar a informação em outras fontes, e não consegui. Em vez de direcionar a elas, sua resposta tem um tom ofendido. Desculpe pela imputação errada.

          • Arnaldo, conheço vc pela sua altíssima qualidade acadêmica. Inclusive minha filha está estudando matemática. A Menorah é uma empresa de comunicação que existe desde setembro de 1960. Não estamos aqui por militarmos nas fake news. Uma de nossas batalhas nos últimos anos foi denunciar as fake news relacionadas à Israel e aos judeus em geral. E são muitas. Por outro lado, muito do que nós publicamos, mesmo sendo verdade, muitas pessoas duvidam, porque só nós publicamos. Neste caso da tenente Eliana, acreditamos que não seja do interesse da grande mídia colocar o atributo de ‘judia’, numa oficial que será considerada mártir. Sabemos que quando há judeus envolvidos em coisas positivas o caráter da religião é removido, mas quando há judeus envolvidos em coisas ruins o caráter é enfatizado e por muitas vezes é atribuído a não judeus. Acho que fui desnecessariamente grosseiro na outra resposta e não é do meu feitio, por isso peço desculpas. A fonte da notícia é de credibilidade boa, a Cadena Judía de Información https://visavis.com.ar/?p=83202

  1. Na Argentina e na provincia onde ela moraba ha muitos filhos de imigrantes poloneses catolicos. A familia dela e tipica da regiao.

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