Rabino-Chefe Sefaradi Yitzhak Yosef, se posicionou contra a nova lei de pena de morte para terroristas em Israel

Rabino-Chefe Sefaradi de Israel, Yitzhak Yosef

Em seu sermão do último shabat, o rabino Yitzhak Yosef afirmou que não pode aceitar a proposta de lei, apesar de seu próprio partido político, o Shas, fundado por seu pai o falecido e emblemático rabino Ovadia Yosef, ter votado a favor.

Entre os argumentos do Rabino-Chefe, seguido por milhões de judeus está um simples: “Que benefício isto traria?” e um mais contundente, “Até o Shin Bet se posicionou contra” a proposta.

Desta forma, a principal liderança espiritual sefaradi no mundo se alinha aos que não querem a pena de morte para os terroristas e isto fará peso sobre o Knesset e o governo.

Após nosso artigo anterior sobre a aprovação da primeira leitura do projeto, por pequena margem de parlamentares, um leitor que vive em Israel nos alertou para o fato de haver lei de pena de morte em vigor em Israel, se bem que ela só foi pedida pela promotoria uma única vez, para Adolf Eichmann, o coronel da SS responsável por organizar os transportes de judeus em trens para os campos de extermínio e concentração. Após o julgamento onde ele teve ampla liberdade de defesa, foi condenado a morrer enforcado. O leitor nos fez notar que o novo projeto cria uma instância tipificada da pena morte para atos terroristas que resultem na morte de israelenses.

2 Comentários

  1. Não concordo com o Sr. Rabino Chefe, Yitzchak Yosef. A pena de morte em si nunca foi um problema ou um excesso na aplicação da lei penal e é prevista inclusive na Torá.
    Certamente haverá muitas pessoas movidas por um legítimo sentimento humanitário que se posicionará contra a pena de morte, com a alegação de que ela não corrige o criminoso, não o educa e que não resolve os problemas sociais que o motivaram a cometer um crime.
    Devemos levar em consideração que a pena de morte é educativa sim. Educa a sociedade, demonstrando de forma clara que não vale a pena ser um transgressor contumaz. Pena de morte não corrige o criminoso mas preserva a sociedade que a adota do crescimento da criminalidade a ser reprimida. Pena de morte não resolve os problemas sociais, mas problemas sociais não são geradores de crimes extremamente violentos como terrorismo ou homicídio com requintes de crueldade. Se assim fosse, países como Índia, Bangladesh ou Burkina Faso seriam o inferno materializado na Terra.
    É claro que para haver pena de morte, deve ser adicionado recursos ao rito processual penal, ampliando o direito de defesa de contraditório. Mas deve-se ter em mente que o simples fato de haver pena de morte e ser aplicada é um fator de dissuasão na mente de um criminoso.
    Israel, assim como o Brasil, não podem simplesmente abrir mão desse mecanismo que é duro, mas que funciona de forma muito eficaz.

  2. Eu concordo com o Marcelo. Eu não conheço o judiciário israelense, porém se for diferente do Brasil onde pobres e negros tendem a sofrer impunidades deve-se aplicar a pena de morte para os transgressores e homicidas que agem de forma fria,calculada e premeditada. Se o sistema penal israelense prima pelo contraditório e ampla defesa e se os indiciados forem culpados,os mesmos torna-se-ão réus e deverão cumprir sua sentença: pena de morte. Shalom a rodos!

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