2000 anos de anti-semitismo católico ortodoxo não parecem que vão acabar nunca

Patriarca Cristão Grego Ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III

Em termos históricos mais recentes, o antissemitismo católico-ortodoxo teve seus maiores expoentes nos imperadores da Rússia que permitiram suas tropas e populações de atacarem vilas e bairros judaicos na área do império onde os judeus foram obrigados a residir. Ou seja, primeiro obriga os judeus a se mudarem, depois os acusam de estarem sempre se mudando (serem errantes) e depois aproveitam suas concentrações para irem lá roubá-los, estuprá-los e matá-los.

E isso não muda, nem em Israel. Não deve ser surpresa para ninguém que a Igreja Católica Ortodoxa em Israel sempre foi alinhada ao islã e não com o judaísmo. Neste domingo, o patriarca Grego Ortodoxo, que reside em Jerusalém Ocidental e comanda o ramo da igreja mais rico em Israel, simplesmente acusou os judeus por sua presença na Cidade Santa, afirmando que a existência de judeus lá “ameaça toda a presença e vida cristã na Terra Santa”!

É um sem vergonha racista. Evidentemente que para os Cristãos Ortodoxos, mesmo os da Igreja Católica Apostólica Romana não significam nada e muito menos os protestantes e evangélicos.

Dissesse isto em qualquer situação, já seria grave, mas escolheu o sermão de Natal dos ortodoxos para destilar seu ódio aos judeus ao invés de seu amor a Jesus.

Como demonstração da tese mentirosa e antissemita dele, o Papa Theophilos III, citou o contrato de leasing de 99 anos feito por empresários israelenses com proprietários árabes para dois hotéis dentro da Cidade Velha, atrás da Porta de Jaffa. Segundo Theophilos III, judeus não deveriam ter propriedades e a presença de dois hotéis pertencentes a judeus contribui para não haver paz… Arre…

Nem imagine, querida leitora e querido leitor, que sua eminência terceira em algum momento de sua vida disse que matar judeus, explodir ônibus cheios de judeus e árabes, atacar restaurantes com metralhadoras e granadas de mão dentro de Israel contribui para não haver paz. Espere sentado.

José Roitberg
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Jornalista, professor sobre o Holocausto formado no Yad Vashem e pesquisador sobre a história dos judeus e do Rio de Janeiro.

3 Comentários

  1. Estou de acordo que a fala e mesmo a posição do Patriaca Grego Ortodoxo é repugnante e condenável. Eu gostaria somente de chamar a atenção do autor para o fato que não se trata de Católico ortodoxo (que seriam os Melkitas) como está no título e também se repete no texto, mesmo utilizando a expressão a Igreja Catolica Ortodoxa, mas o correto é Grego Ortodoxo e Igreja Grego Ortodoxa. Na Igreja Católica pode-se encontrar comportamento também anti-semita, como parte da cultura equivocada e sempre condenável que se desenvolveu durante os séculos, mas há decisões claras de repudio a toda manifestação de anti-semitismo por parte dos Católicos e esses documentos são normativos para os católicos. Devem ser acionados quando não respeitados.

    • Mora de favor em Israel e destila seu ódio contra os judeus. Quem sabe transfiram este antisemita para a Faixa de Gaza. Lá ele vai conhecer o “respeito” que os que ele defende tem pelos não muçulmanos

  2. Um assunto explosivo merece,pela belissima exposição do fato sordido,maior divulgação pelos leitores.
    O governo de Israel tem a obrigação em chamar ‘as falas esse monumento arcaico ,judeofobico milenar!

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