Ministro da Economia de Israel quer assassinar a diplomacia israelense

Tzipi Hotovely, a Ministra das Relações Exteriores de Israel, defende tanto o Estado Judeu que a esquerda judaica norte-americana se recusa a ouvi-la

O Rio de Janeiro sabe muito bem o que significa a perda de um consulado de Israel e isto é história antiga, já com mais de 15 anos. O fechamento do consulado no Rio, deixou na mão a miríade de turistas israelenses que vão para a cidade, principalmente na época do Carnaval. De fato, os cidadãos israelenses só precisam do consulado quando perdem seus documentos, passaportes, passagens ou são furtados ou roubados. Durante mais de 10 anos, a dura rotina dos israelenses ferrados no Rio de Janeiro era terem que se deslocar até Brasília, para resolver seus problemas simples. Depois, foi reaberto um consulado em SP, que também havia sido fechado há 15 anos.

Sempre se disse que no Brasil há necessidade de um terceiro consulado de Israel, na Bahia, próximo às regiões frequentadas por israelenses, mas os ouvidos são moucos.

Agora, é a vez do ministro da economia israelense dar nova tesourada na diplomacia do Estado Judeu. É que precisam cortar no orçamento de 2019 que já está sendo preparado e sobrou para os diplomatas, pois desde o governo Netanyahu, já ficou muito clara a substituição de diplomatas de carreira por amigos do primeiro-ministro e até por inimigos do primeiro-ministro que ele prefere ver longe de Israel, como o embaixador nomeado para o Brasil que acabou assumindo cargo nos EUA. Até mesmo o embaixador de Israel na ONU não é um diplomata de carreira. Ou seja, a troca intencional de diplomatas profissionais, por amadores elevados à diplomatas por decreto.

Assim, a visão do ministro da economia da inutilidade da diplomacia atual de Israel é verdadeira, mas distorcida. Atualmente Israel possui apenas 69 embaixadas e meros 23 consulados, 11 dos quais estão nos Estados Unidos. A questão dos cidadãos turistas com problemas precisarem se deslocar até as capitais dos países é geral. Deixou de ser um problema brasileiro apenas. E com isso, também se deixa de ver um incremento de comércio exterior. Imagine o leitor, pretender ter Brasília como o centro de comércio entre Brasil e Israel. É uma falta total de visão.

Outro exemplo: os parques na Flórida estão em Orlando, mas o consulado fica em Miami. Agora, você imaginaria que o consulado de Israel em Miami também é responsável por Porto Rico?

O ministro das finanças pretende reduzir drasticamente o número de funcionários nas embaixadas e consulados, partindo para a solução econômica horrível e bem conhecida dos brasileiros: para cortar o orçamento, diminui-se a força de trabalho e exige-se que os trabalhadores restantes façam o trabalho total deles, e dos que foram demitidos. Parece coisa do século 19.

A ministra das relações exteriores de Israel, Tzipi Hotovely, chamou publicamente a decisão do ministro da economia de seu próprio governo de “assassinato premeditado da diplomacia israelense” e disse que vai lutar, como for possível para evitar que Bibi Netanyahu assine o decreto.

José Roitberg
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Jornalista, professor sobre o Holocausto formado no Yad Vashem e pesquisador sobre a história dos judeus e do Rio de Janeiro.

1 Comentário

  1. Tens toda razão jornalista RONALDO GOMLEVSKY. Acho que deveriam criar embaixadas nos estados mais importantes do Brasil relacionados ao Turismo. Mas considerando o Agro Negócio no estado do Paraná um dos pais importantes de nosso País, uma embaixada (o consulado não tem autoridade pra emitir os documentos mais importantes e de forma imediata os quais permitiriam um intercâmbio imediato e troca de figurinhas entre a região produtiva de Israel (não a conheço mas gostaria de conhecê-la) e o poderoso estado do Paraná, criando oportunidades inestimáveis até hoje desconhecidas entre as nações importantes. Não sei a quantidade mínima de pessoal para que uma embaixada de grande movimentação necessitaria para não incidir em muitos custos ao estado de Israel já que o problema do Primeiro Ministro e seus Pares se apoia em um desses assuntos econômicos. Infelizmente o aeroporto Afonso Pena não possui voos internacionais destinados a países dentre os mais importantes economicamente. Tem séries problemas com neblina, sendo construído em uma área totalmente imprópria à navegação aérea, talvez por motivos de interesses clandestinos quando o terreno foi adquirido. A cidade de Ponta Grossa aonde o erudito repórter esteve semanas atrás é um importante polo de agronegócios e industrial no Paraná. A propósito: a Tzipi é uma gata!
    http://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/aeroporto-afonso-pena-e-o-melhor-do-pais-segundo-pesquisa/
    https://www.airfrance.com.br/voos/partida-curitiba

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