Negação do Holocausto é crime, diz… o Secretário Geral da Liga Muçulmana Mundial

Muhammad bin Abdul Karim Issa o poderoso líder da Liga Muçulmana Mundial, sunita, até uma semana atrás, antissemita. Agora, não mais.

Nova declaração surpreendente veio da Arábia Saudita cinco dias antes do Dia Mundial em Memória às Vítimas do Holocausto. Mohamad Al Issa, ex-ministro da justiça da Arábia Saudita e secretário geral da Liga Muçulmana Mundial desde 2016 enviou uma carta ao Museu do Holocausto de Washington onde afirmou:

“A história é imparcial mesmo que os forjadores tentem manipulá-la com toda a força. Portanto nós consideramos que qualquer negação do Holocausto ou minimização de seus efeitos são um crime de distorção da história e um insulto à dignidade daquelas almas inocentes que pereceram. Também é uma afronta a todos nós que compartilhamos da mesma alma humana e laços espirituais.”

Mohamed Issa também afirmou que irá visitar oficialmente o Museu do Holocausto em sua próxima visita à capital norte-americana.

Até então, a Liga Muçulmana Mundial, financiada pela Arábia Saudita, era considerada como um dos centros da propagação do Islã radical com conteúdo de ódio aos costumes ocidentais e uma versão antissemita do Islã.

É mais uma indicação de que as reformas anunciadas pelo Príncipe Salman são radicalíssimas e para valer.

Enquanto isto, o Irã promoveu no dia 27 uma maratona em sua principal estação de rádio com revezamento de comentaristas declarando que o Holocausto não aconteceu.

José Roitberg
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Jornalista, professor sobre o Holocausto formado no Yad Vashem e pesquisador sobre a história dos judeus e do Rio de Janeiro.

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