Rabinos Pelos Direitos Humanos não querem festa de Purim em Hevron

O comandante da área Central do IDF, o general Roni Numa, recebeu uma segunda interpelação da organização israelense de esquerda-radical chamada ‘Rabinos Pelos Direitos Humanos’ onde a tal organização exige que o IDF proíba o desfile de Purim na cidade de Hevron. Purim é uma festa judaica assemelhada ao Carnaval, mas de caráter religioso. O primeiro pedido, recusado pelo comandante, foi entregue em dezembro.

A ‘Rabinos Pelos Direitos Humanos’ diz que “Nossa organização está profundamente preocupada com a incitação conduzida em nome da religião judaica, na parada de Purim de Hevron”, com o uso de fantasias “anti-islâmicas” vestidas pelos participantes que “humilham a população local com o uso de estereótipos que incitam contra a população árabe”.

O advogado Itamar Ben-Gvir, residente judeu em Hevron acusa a ‘Rabinos Pelos Direitos Humanos’ de discriminarem os judeus: “É impressionante ver, mais uma vez, que os maiores opositores à liberdade de expressão são as pessoas da extrema-esquerda, que trabalham ativamente para defender cada expressão ofensiva emanada dos árabes. Mas quando se trata dos judeus da Judeia e Samaria eles querem nos censurar e tornar nulo o nosso direito à liberdade de expressão.”

Em primeiro lugar, Purim não tem a ver com judeus e árabes: tem a ver com judeus e persas mil anos antes de Maomé surgir na face da terra. A questão e Purim que teria sido o primeiro genocídio em massa de judeus, mas ao qual os judeus reagiram e venceram militarmente está especificamente resolvida no Irã com os muçulmanos xiitas, que preservam até os dias de hoje os túmulos de Mordechai e da Rainha Esther, como local público, protegido e mantido pelos governos persas e iranianos pelos últimos 2.500 anos.

Qualquer alegação de uma conexão de Purim com árabes ou palestinos, ou com muçulmanos é apenas uma mentira muito mal intencionada.

Na foto que abre este artigo e que está repetida intencionalmente aqui para você poder clicar e ver do tamanho da tela, temos a grande parada de Purim, do ano de 2016, em Hevron, que a esquerda judaica alega ser ofensiva aos árabes.

Deve haver ali umas 60 pessoas, a maioria jovens que nem ultraortodoxos são. As fantasias limitam-se a um que parece brincar de Moisés sobre o carro de som e a umas moças com tiaras tipo festa de bar mitzvá nas cabeças. Todos estão com roupas comuns. Portanto a alegação da ‘Rabinos Pelos Direitos Humanos’ contra os judeus de Hevron é apenas uma questão política especificamente chata.

Para o Islã radical e para os políticos palestinos a presença de judeus em qualquer lugar o Oriente Médio já é ofensiva o suficiente.

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*