Entenda porque a esquerda mundial adora a Arábia Saudita e detesta Israel

Oficiais pilotas de combate da Força Aérea de Israel

Não há nada mais óbvio e coerente que a posição da esquerda mundial em relação à Israel e aos países muçulmanos. A Arábia Saudita que controla Meca, a cidade onde o Islã foi criado deve ser algo que motiva ainda mais os esquerdistas a odiarem Israel.

Mas estão exultantes com a decisão do Príncipe Salman em permitir que as mulheres sauditas tirem carteira de motorista (mas não tirem suas burkas – cobertura integral do corpo, cabeça e rosto em tecido preto). Aliás, diz-se por aí que as motoristas sauditas nem precisarão tirar fotos para seu documento, pois apenas uma foto com burka serve para todas as mulheres do país…

Devem estar exultantes porque as mulheres sauditas agora podem entrar num estádio de futebol e apreciar as coxas torneadas dos jogadores rebolando atrás da bola.

Mulheres livres, leves e soltas na Arábia Saudita

Devem estar exultantes, ainda pelo fato dos sauditas, talvez, note bem, talvez passarem a poder assistir filmes em seu país, coisa que lhes permanece negado.

Quanto à Israel, a esquerda deve estar odiando a promoção de uma piloto de combate da força aérea, ao posto de comandante de um esquadrão de aeronaves de ataque F-15, pela primeira vez na história do país, e apenas 16 anos após Roni Zuckerman ter se tornado a primeira piloto de combate em Israel.

Para a esquerda mundial a submissão total da mulher muçulmana forçada por lei é positiva e folclórica, enquanto a liberdade total da mulher judia israelense é genocida…

Há de fato muito o que a esquerda adorar nos muçulmanos sauditas e odiar nos judeus israelenses, pois trata-se apenas de gente coerente e humanista, pensando o melhor para seus filhos e netos..

José Roitberg
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Jornalista, professor sobre o Holocausto formado no Yad Vashem e pesquisador sobre a história dos judeus e do Rio de Janeiro.

1 Comentário

  1. A Esquerda não gosta da teocracia da Arábia Saudita e do fundamentalismo islâmico, não force a barra! As críticas a Israel são restrita ao tratamento revanchista e discriminatório dado a população palestina em geral principalmente quando o Estado sofre um ataque de terrorista, da mesma forma que critica a ação desproporcional de policiais brasileiros nas comunidades das favelas quando traficantes atacam a polícia ou bandidos fazem arrastões! São coisas bem distintas! E ser solidário que os palestinos tenham um Estado consolidado sem colonização israelense na Cisjôrdania não necessariamente é ser contra toda Israel!

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