Quem é Sergio Zveiter?

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Este jovem é um judeu, deputado do Rio de Janeiro à Câmara Federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, advogado, foi por alguns mandatos presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Estado do Rio de Janeiro e é filho de Cecília e Waldemar Zveiter.

Cecília é uma senhora de personalidade e Waldemar, excepcional advogado, é ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça.
Waldemar Zveiter cunhou a frase (repetida por muita gente sem que se saiba direito quem é o autor) ” SOU BRASILEIRO, JUDEU E SIONISTA!” no exato momento em que chegava ao Brasil, Farid Sawan, o primeiro representante da OLP no país, numa época em que muitos judeus tinham medo de se posicionar, inclusive pelo fato de que havia no poder, um regime de força o qual, três anos antes, havia votado na ONU equiparando sionismo a racismo.

Aos dezoito anos, Sérgio Zveiter foi chamado por mim para acompanhar o grupo que impediu a tal passeata nazista no Cine Estação Botafogo, no ano de 1986. Veio e esteve ao meu lado, armado de seu judaísmo e escudado por seus conhecimentos de artes marciais.

Sérgio Zveiter não foi escolhido relator do mais grave caso até hoje levado à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal para repetir sob comando sim ou não.

Não foi guindado a esta posição tão sensível por ser amigo do rei ou por estar mancomunado com quem quer que fosse.

Foi escolhido por sua capacidade e por sua independência.

Ofereceu um parecer técnico de acordo com as convicções democráticas que possui e dentro dos padrões morais e éticos da educação que recebeu de seus pais na casa e na família em que nasceu.

Foi atacado por ter opinião. E, curiosamente, foi acusado de trazer para o parlamento brasileiro, práticas nazistas e fascistas.

O parlamentar que apontou o dedo para Zveiter, sabe muito bem que judeus usuários de práticas nazi-fascistas foram os kapos nos guetos e nos campos de extermínio montados para a consumação da morte de seis milhões de homens, velhos, mulheres e crianças de religião judaica, comportamento muito distante, posso dizer mesmo, oposto ao de Sérgio Zveiter.

Ora, meus queridos leitores, se há quem queira defender posição contrária, como o fez o jovem Abi Ackel em relatório alternativo, que o faça. Mas sem ofender quem pensa diferente. Assim agiu, ofendendo Zveiter, o deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do sul, Darcísio Perondi. Aquele mesmo que possui uma condenação penal em Primeira Instância, oriunda de processo ligado à improbidade administrativa relativa à atuação de cobrança de excedentes impróprios no Hospital de Caridade de Ijuí, no Rio Grande do Sul.

Querer controlar o pensamento alheio para, à força, impor o seu é que poderia facilmente se confundir com nazismo e fascismo.

Portanto, Perondi que já até se desculpou publicamente, deve a partir de já, pensar antes de falar para se desculpar mais a frente.

Nosso único deputado judeu no parlamento brasileiro é um democrata, bem educado, consciente de seus deveres como parlamentar e sabedor de que detém um mandato em nome do povo e a este povo que lhe deu o voto deve prestar contas.

Jamais prestar contas a meia dúzia de cabeças de bagre que querem impingir goela abaixo do Brasil, suas ideias que já quase ninguém compra.
Sérgio Zveiter, meu querido e fraterno amigo, como dizem os japoneses do deserto do Saara, “os cães passam e a caravana ladra”!!!

Continue por nós, no parlamento, defendendo a ética, a moral e a dignidade que você trouxe de casa e que não está à venda.

Sinta-se desagravado por todos os homens de bem do Brasil!

Um beijo de mais um de seus admiradores, já há muito tempo!

Ronaldo Gomlevsky