Rio de Janeiro se junta às grandes capitais do mundo e terá Memorial em homenagem às vítimas do do Holocausto

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Um minuto de silêncio em memória das vítimas do Holocausto. A mesa do evento: Prefeito Marcelo Crivella e Sra, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelly, Teresa Bergher, secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e os membros do grupo de trabalho Memorial do Holocausto: Ronaldo Gomlevsky, Beatriz Kushnier, Marcelo Rotenberg, Embaixador Antonio Fernando Cruz de Mello e Denis Flomin.

O prefeito Marcelo Crivella lançou, no dia14/07, a pedra fundamental do Memorial do Holocausto, no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo. A construção do memorial insere a cidade do Rio de Janeiro entre as grandes metrópoles do planeta que rendem homenagens às vítimas do genocídio nazista, como Paris, Berlim, Nova York, Washington e Londres.

O descerramento da placa da pedra fundamental pelo prefeito Marcelo Crivella

Em seu discurso, Crivella lembrou do deputado Gerson Bergher, falecido ano passado, que foi o idealizador da construção do Memorial. Para o prefeito, a execução da obra sob sua gestão simboliza o compromisso da Prefeitura com a igualdade e respeito aos povos.

– A maior homenagem que podemos prestar aos seis milhões de mortos vítimas do nazismo é bradar ao mundo: Holocausto, nunca mais! – disse Crivella.

O monumento terá 22 metros de altura e, em sua base, será escrito “Não matarás”. O local contará com rampas de acesso, área para solenidades, galeria circular com três divisões, espaço de mídias digitais, auditório para 130 pessoas, copa, administração e sala de reuniões.

Além do Memorial, o Parque Yitzhak Rabin vai ganhar infraestrutura turística, com instalação de um novo quiosque e delimitação de vagas para estacionamento. Os visitantes terão à disposição wi-fi gratuito, bicicletário e banheiro.

O projeto é do arquiteto André Orioli, vencedor do concurso promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, em 1988. A obra rende homenagens às vítimas do massacre nazista contra judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial, além de reforçar a importância de uma cultura de paz e tolerância.

Ronaldo Gomlevsky lê o Manifesto da Organização dos Combatentes Judeus (ZOB) da autoria de Mordechai Anielevicz.

Presentes ao evento, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelly, que se disse bastante emocionado com a cerimônia e a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, viúva do deputado Gerson Bergher, que declarou em seu discurso:  “O Memorial é, acima de tudo, um marco de resistência contra o esquecimento porque, sete décadas depois, o mundo continua matando inocentes e deixando muitas crianças órfãs”, denuncia.

Assista o vídeo oficial da prefeitura explicando como será a instalação completa do Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro